Daniel 3, 13-24;46-51;91-96 – Ser Fiel a
Deus nas adversidades
Na época de Nabucodonosor. Foram recrutados jovens de boas qualidades,
instruídos, inteligentes para serem formados por três anos para entrarem a
serviço do rei. Dentre esses
jovens, estavam Daniel, Hananias, Misael e
Azarias. Em sinal de servidão, os nomes deles foram trocados. Daniel passou a
se chamar Baltazar; Hananias passou a se chamar Sidrac; Misael recebeu o nome
de Misac e Azarias recebeu o de Abdênago. Está escrito em Dan1,17, que Deus
concedeu a esses quatro jovens muito talento e sabedoria. Nós já falamos sobre
Daniel em nossos encontros. Hoje falaremos sobre os outros três jovens, que
foram eleitos pelo rei para administrarem a Babilônia.
Conta a Bílbia que o rei Nabucodonosor mandou erguer uma estátua e publicou que
todos deveriam se prostrar diante dela no momento em que ouvissem o toque de
instrumentos de música. Aqueles que se rejeitassem se prostrar, seriam
queimados na fornalha ardente. Alguns magos e adivinhos, movidos de inveja dos
três jovens, foram ter com o rei para calunia-los e contaram que eles não se
prostravam diante da estatua. O rei manda chamar os jovens:
13 Nabucodonosor, dominado por uma cólera
violenta, ordenou o comparecimento de Sidrac, Misac e Abdênago, os quais foram
imediatamente trazidos à presença do rei. 14 Nabucodonosor disse-lhes: É verdade,
Sidrac, Misac e Abdênago, que recusais o culto a meus deuses e a adoração à
estátua de ouro que erigi? 15 Pois bem, estais prontos, no momento em que ouvirdes o
som da trombeta, da flauta, da cítara, da lira, da harpa, da cornamusa e de
toda espécie de instrumentos de música, a vos prostrardes em adoração diante da
estátua que eu fiz?... Se não o fizerdes, sereis precipitados de relance na
fornalha ardente; e qual é o deus que poderia livrar-vos de minha mão? 16 Sidrac, Misac e
Abdênago responderam ao rei Nabucodonosor: De nada vale responder-te a esse
respeito. 17 Se assim deve ser, o Deus a quem nós servimos pode nos
livrar da fornalha ardente e mesmo, ó rei, de tua mão. 18 E mesmo que não o
fizesse, saibas, ó rei, que nós não renderemos culto algum a teus deuses e que
nós não adoraremos a estátua de ouro que erigiste. 19 Então a fúria de
Nabucodonosor desencadeou-se contra Sidrac, Misac e Abdênago; os traços de seu
rosto alteraram-se e ele elevou a voz para ordenar que se aquecesse a fornalha
sete vezes mais que de costume. 20 Depois deu ordem aos soldados mais vigorosos de suas
tropas para amarrar Sidrac, Misac e Abdênago, e jogá-los na fornalha ardente. 21 Esses homens foram
então imediatamente amarrados com suas túnicas, vestes, mantos e suas outras
roupas, e jogados na fornalha ardente. 22 Mas os homens que, por ordem urgente do
rei, tinham superaquecido a fornalha e lá jogado Sidrac, Misac e Abdênago,
foram mortos pelas chamas, 23 no momento em que eram precipitados na fornalha os três
jovens amarrados. 24 Ora, estes passeavam dentro das chamas, louvando a Deus
e bendizendo o Senhor. 46 Enquanto isso, os homens do rei, que os haviam lá
jogado, não cessavam de alimentar a fornalha com nafta, estopa, resina e lenha
seca. 47 Então, as chamas,
subindo a quarenta e nove côvados acima da fornalha, 48 ultrapassaram a
grade e queimaram os caldeus que se achavam perto. 49 Mas o anjo do Senhor
havia descido com Azarias e seus companheiros à fornalha e afastava o fogo. 50 Fez do centro da
fogueira como um lugar onde soprasse uma brisa matinal: o fogo nem mesmo os
tocava, nem lhes fazia mal algum, nem lhes causava a menor dor. 51 Então os três jovens
elevaram suas vozes em uníssono para louvar, glorificar e bendizer a Deus
dentro da fornalha, neste cântico: 91 Então Nabucodonosor, admirado,
levantou-se precipitadamente, dizendo a seus conselheiros: Não foram três
homens amarrados que jogamos no fogo? Certamente, majestade, responderam. 92 Pois bem, replicou o
rei, eu vejo quatro homens soltos, que passeiam impunemente no meio do fogo; o
quarto tem a aparência de um filho dos deuses. 93 Dito isto, Nabucodonosor,
aproximando-se da porta da fornalha, exclamou: Sidrac, Misac, Abdênago, servos
do Deus Altíssimo, saí, vinde! Então Sidrac, Misac e Abdênago saíram do meio do
fogo. 94 Os sátrapas, os
prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei, em grupos à volta,
verificaram que o fogo não tinha tocado nos corpos desses homens, que nenhum
cabelo de suas cabeças tinha sido queimado, que suas vestes não tinham sido
estragadas e que eles não traziam nem indício do odor de fogo! 95 Nabucodonosor tomou
a palavra: Bendito seja, disse, o Deus de Sidrac, de Misac e de Abdênago! Ele
enviou seu anjo para salvar seus servos, os quais, depositando nele toda a sua
confiança, e transgredindo as ordens do rei, preferiram expor suas vidas a se
prostrarem em adoração diante de um deus que não era o seu. 96 (Em conseqüência)
dou ordem, que todo homem, pertencente a qualquer povo, nação ou língua, que
ousar falar mal, seja o que for, contra o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago,
seja despedaçado e sua casa reduzida a um montão de imundícies; porque não há
outro deus capaz de realizar uma libertação assim!
Reflexão:
Versículos 13-23: Essa história fala de três jovens que foram fiéis a Deus
na adversidade. Bastava apenas que se prostrassem diante da imagem de
Nabucodonosor para serem livres da condenação... Mas eles foram fiéis. Mesmo
que essa fidelidade os levasse à morte. Na verdade, a fidelidade é sempre
provada na adversidade. No casamento, por exemplo, enquanto tudo são flores, é
mais fácil para o marido não olhar para o lado... Saberemos que ele é fiel
quando apesar de sua esposa estar em resguardo, amamentando, com olheiras, mal
humorada... Apesar de tudo isso, ele não a trair com a “fofinha” que trabalha
do lado dele... Fidelidade se prova no pouco. No pouco de paz, no pouco de luz,
no pouco de abraço, no pouco de segurança. Na escassez de resposta é que
mostramos a Cristo que somos fiéis a Ele. Talvez não recebamos com nossa
fidelidade o que esperamos. Os jovens, por exemplo, falaram que Deus poderia
livra-los da fornalha, mas complementam dizendo que, mesmo que não os livrasse,
eles continuariam fieis a Deus. No decorrer da história, percebemos que Deus
não os livrou da fornalha... Mas os livrou NA fornalha... A fornalha aqui
simboliza a cólera dos que são do mundo e não entendem nossas escolhas por
Deus. Seremos, sim, incompreendidos, todas as vezes em que remarmos contra o
que o mundo espera de nós. A cólera de Nabucodonosor era tão grande que “os
traços de seu rosto alteraram-se e ele elevou a voz para ordenar que se
aquecesse a fornalha sete vezes mais que de costume”. Ele fica tomado de
cólera. Assim é como o mundo responde quando, ao invés de aceitarmos os seus
caprichos, somos fiéis ao que somos, ao que acreditamos. Se estamos convictos
de que algo não é da vontade de Deus e agimos conforme nossa convicção, o mundo
nos responderá com cólera. Mas não nos preocupemos quando isso acontecer, pois
a cólera deles não nos atingirá. Ao contrário, servirá apenas para fazê-los
mal, assim como os caldeus foram queimados na própria chama da fornalha.
Versículos 24; 46-51; 91-92: “Os jovens passeavam dentro das chamas louvando e
bendizendo o Senhor”: esta deve ser nossa atitude todas as vezes em que formos
colocados à prova e precisarmos ser fiéis: precisamos “passear pela fornalha
louvando e bendizendo o Senhor”! A oração de louvor é poderosíssima e agrada ao
coração de Deus! A boca fala do que o coração está cheio. O louvor na
adversidade revela um coração rendido a Nosso Senhor. E porque esses jovens
foram fiéis, Deus vem para ficar com eles. "Eu vejo quatro homens soltos,
que passeiam impunemente no meio do fogo; o quarto tem a aparência de um filho
dos deuses". O anjo do Senhor é a figura de Cristo, o Emanuel, Deus
conosco... Aquele que caminha conosco nos vales escuros e nos carrega no colo
nos momentos de adversidade. É Ele quem afasta o fogo que quer nos consumir e o
faz de maneira suave, como uma “brisa matinal”.
Versículos 93-95: O que recebemos em troca de nossa fidelidade é sempre
mais do que esperamos. É vida! E vida em abundância! Os três jovens passaram
pelo teste de fidelidade. Também em nossas vidas Deus tem promovido muitos
testes de fidelidade, mas muitas vezes, fugimos, achando que não daremos
conta... O medo de enfrentar nesse teste é na verdade falta de confiança. Pois
Deus jamais nos deixaria sozinhos na fornalha... E porque você esta fugindo,
algumas situações continuam se repetindo muito na sua história. Deus quer
testar a sua fidelidade no pouco para depois te confiar mais. Ele quer agir na
sua vida para depois agir através da sua vida, pois sendo fiéis no pouco, Deus
nos concederá mais, pois sabe que seremos fiéis no muito (Lc 16,10).
Versículo 96: "Não há outro deus capaz de realizar uma libertação
assim". Com essa frase de Nabucodosonor, acalmemos nossos corações no
momento em que as adversidades baterem em nossas portas. Lembremo-nos que não
precisamos correr para outras crenças... Apenas o nosso Deus é capaz de
realizar em nós a libertação das fornalhas de vida. Acheguemo-nos, então, a
Ele. Entreguemos nossos corações,nossas vidas, nossas adversidades, na
esperança de que se Deus não nos libertar da fornalha, com toda certeza estará
conosco nela, como brisa suave, livrando-nos de todos os males e nos salvando
para a honra e glória de Seu Nome!
Vídeo e Músicas do Encontro
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